Neojongo* (2015) - Compositor: Rafael Bezerra Intérpretes: Thaís Bezerra e Clarice Maciel (Percussões)

. Esta obra foi inspirada nas polirritmias características do Jongo. Durante toda a peça os intérpretes percorrem diversas seções de improviso, construindo e desconstruindo gradativamente diferentes relações entre si.

Jongo – 3ª Suíte (1936 a 1938) Compositor: Lorenzo Fernández Intérprete: Sulamita Lage (Piano)

Jongo – 3ª Suíte. Tem por título o nome da mesma dança de origem afro-brasileira e integra a 3ª Suíte Brasileira de Oscar Lorenzo Fernandez. O compositor estiliza o ritmo para traduzir as rodas de jongo numa linguagem pianística de música de concerto.

Cateretê – 2ª Suíte (1936) Compositor: Lorenzo Fernández Intérprete: Sulamita Lage (Piano)

É a terceira e última peça da 2ª. Suíte Brasileira de Oscar Lorenzo Fernandez para piano. O compositor busca na repetição de um padrão rítmico a marcação típica da dança. O Cateretê também chamado Catira, é uma dança genuinamente brasileira. Em relação a sua origem alguns dizem que ele veio da África, outros acham que é de origem espanhola, enquanto estudiosos afirmam que ela é uma mistura com origens africana, espanhola e também portuguesa.

Estrela do Mar (1966) Compositor: Marlos Nobre Apaniá (1955) Compositor: Sílvio Romero/Camargo Guarnieri

Primeira das três canções do “Ciclo Beiramar”. Esta canção foi escrita no Rio de Janeiro em 1966 por Marlos Nobre inspirada no folclore da Bahia. A poesia trata da invocação de um pescador a Iemanjá mostrando sua veneração e amor por esse Orixá.

Apaniá (1955) Compositor: Sílvio Romero/Camargo Guarnieri Intérpretes: Taís Bandeira (Voz) e Marcus Medeiros (Piano)

Camargo Guarnieri coletou mais de 200 cantos afro-brasileiros e “Apanaiá” é um deles. Neste canto Aluvaiá é convidado a se retirar pois ele não pertence ao lugar que é de Apanaiá, um espírito do bem. Aluvaiá é um Exu da nação Angola e Apanaiá um caboclo, espírito superior.

Ogum de Nagô (1977) Compositor: Carlos Alberto Pinto Intérpretes: Taís Bandeira (Voz) e Marcus Medeiros (Piano)

Carlos Alberto Pinto Fonseca é um mineiro que ficou encantado com as melodias afro-brasileiras que ele ouviu no período em que esteve em Salvador. Escrita em 1977 “Ogum de Nagô” é baseada em cantigas da Umbanda. Esta canção é forte e vibrante como o Orixá Ogum e traz características rítmicas do Jongo só que mais movido e ritmado.

Jongos #2 – Dual* (2015) Compositor: Filipe de Matos Rocha Intérpretes: Nariá Assis (Piano) e Igor Carvalho (Clarinete)

“Jongos #2 – Dual” é a segunda peça da Série Jongos do compositor Filipe de Matos composta para Clarinete e Piano. Nela é trabalhada a dualidade rítmica típica do jongo. Essa característica dupla se apresenta na subdivisão do pulso musical em 2 e em 3 partes, o que dá ao gênero uma riqueza rítmica muito grande. Ciente disso, em “Dual” Filipe cria uma brincadeira que funciona como se duas coisas diferentes acontecessem ao mesmo tempo e embora distintas se fundem. Essa característica foi aplicada não só ao ritmo, mas também a outros aspectos da música. Como exemplo a escolha de cada nota tocada pelos instrumentos.

Linhas de Catimbó: I. Júlio Gomes; II. Nanuê-nanuá (1977) Compositor: Guerra-Peixe Intérpretes: Andrea Adour e Patrick Oliveira (Vozes), Eduardo Lyra (Percussão) e Daniel Sanches (Piano)

Composição datada de 26/02/1977. Temas folclóricos recolhidos por Guerra-Peixe entre os anos de 1950 e 1952, junto a praticantes da religião popular.

Boi-Bumbá (1934) Compositor: Waldemar Henrique Intérpretes: Taís Bandeira (Voz) e Juliana Oliveira (Piano)

Batuque amazônico. Esta é uma canção inspirada no folguedo Bumba Meu Boi, uma das manifestações folclóricas mais representativas do Norte e Nordeste Brasileiros. Esta canção é uma das mais conhecidas do compositor Waldemar Henrique.

Jongo Cigano (2014) Compositor: Adriano Furtado Intérpretes: Adriano Furtado (Violão), Hamilton Fofão (Cavaquinho), Carol Panesi (Violino), Anderson Vilmar (Tambu), Dilmar José (Caxambu), Alan Gonzaga (Candongueiro), Luiza Marmelo, Dely Monteiro e Tia Maria (Palmas e Dança)

Composta no mesmo contexto da peça Agueré. Tendo como base os ritmos dos tambores do Jongo, a composição traz algumas das características da música cigana como: palmas, colorido harmônico e melodias sinuosas e ornamentadas.

Agueré (2014) Compositor: Adriano Furtado Intérpretes: Adriano Furtado (Violão), Hamilton Fofão (Cavaquinho), Carol Panesi (Violino), Anderson Vilmar (Tambu), Dilmar José (Caxambu), Alan Gonzaga (Candongueiro), Luiza Marmelo, Dely Monteiro e Tia Maria (Palmas e Dança)

Composta especialmente para o Grupo Jongo da Serrinha para a temporada de shows 2014 intitulada Jongo Cigano. A obra simboliza a ancestralidade, as raízes e as memórias das pessoas que fazem parte do Grupo. O toque dos tambores e a dança do Agueré contribuíram para a construção histórica e a formação da identidade de toda a comunidade da Serrinha.